
São seis badaladas da manha, um dia ainda meto bala nesse sino. Nessa época do ano o sol provoca um calor desconfortável e o frio faz com que eu não largue a velha caneca de café. Demoro pra me situar e quando lembro que é somente mais um dia, que minha vida ainda não mudou e não tenho outra escolha a não ser seguir em frente.
Tento manter meus pensamentos longe de qualquer coisa que me faça lembrar dos sentimentos que me atormentam os dias. Querendo ou não, dentre todas nossas ações, o que mais fazemos é sentir e pensar. Olho para o céu, límpido, quase não se pode ver nuvens e o azul parece me hipnotizar.
Eu sinto um friozinho lá no fundo e uma vontade de rir das complicações que eu mesma crio em mim, afinal é tão simples, calmo e belo. É tão puro e sincero que consegue plantar em mim um ânimo que me perco em noites de insônia querendo encontrar...
Nunca me preocupei com o que os outro vão pensar, o que vão falar. Sempre vivi pelas minhas teorias, mesmo elas sendo fora do padrão considerado normal dentro de uma sociedade. Isso sempre foi meu aliado, mas ainda sim, existe alguma coisa que me faz voltar. Que me faz pensar no certo e errado que todo mundo diz.
Ainda não sei o que é, mas tem hora certa pra vir e hora certa pra voltar, horas essas em que me sinto fraca, horas essas em que parece que não mando em mim, e algo me domina. Momentos assim deixam marcas e acabam por aumentar a ferida que eu insisto em levar comigo...
Mesmo assim tento ser paciente, espero nos dias, nas pessoas, e em mim a cura para o meu mal. Mas sem me entregar por completo. Volto ao meu mundo, meu pequeno apartamento com cheiro de duvidas e incenso. Me preparo para sobreviver a mais um dia...
Ps: Autoras desconhecidas...Por enquato ;p
bem digno, *-*
ResponderExcluirminis clarices rs
podiam criar um livro, divulgar e me dar um autografo. hm
beijos <3