sábado, 8 de maio de 2010

Eurema Elathea


"Amanheceu outra vez
e fingimos não entender
tudo o que aconteceu.

Contém a lágrima
mais por medo que por paz.
Diz: "- Sem você não sei viver."

Será desistência precoce
se eu deixar você falar sem responder o que
estes olhos neutros sem segredos
já não tentam esconder?
Simplesmente por não ter nada a dizer...
por não ter nada a frente...

Sorrisos e promessas
já não conseguem manter
o momento que se perdeu.

Sou a casca da lagarta
que você deixou morrer
só por medo de sofrer."

quarta-feira, 5 de maio de 2010

(...)


Depois de tantos dias sem sol acabei desistindo de olhar pela janela...

E é o que mais me doi.

segunda-feira, 3 de maio de 2010


Certas batalhas se ganham sem palavras, mas para saber disso é preciso pronuncia-las. Só então verás que elas não tem efeito algum e se tornam desgastantes.
Certas batalhas se ganham no silêncio. Não é desistir de lutar é devolver o pão que o diabo amassou, é ver a libertação sem chamar por ela.
Quando suas palavras se tornam inúteis, apenas cale-se.

domingo, 2 de maio de 2010

Se ao menos você soubesse..(8)


Sou capaz de reconhecer seus codinomes no meio de milhares de informações. Não os procuro, eles simplesmente brilham em meus olhos e gritam em meus ouvidos o que já não pareço sentir até meu coração disparar mais uma vez. Se ao menos isso fizesse diferença, se você pudesse sentir o que por tanto tempo esteve cuidando dos meus sonhos... Mas tudo sempre vira um “se ao menos você pudesse”.

Mais um dia!


São seis badaladas da manha, um dia ainda meto bala nesse sino. Nessa época do ano o sol provoca um calor desconfortável e o frio faz com que eu não largue a velha caneca de café. Demoro pra me situar e quando lembro que é somente mais um dia, que minha vida ainda não mudou e não tenho outra escolha a não ser seguir em frente.
Tento manter meus pensamentos longe de qualquer coisa que me faça lembrar dos sentimentos que me atormentam os dias. Querendo ou não, dentre todas nossas ações, o que mais fazemos é sentir e pensar. Olho para o céu, límpido, quase não se pode ver nuvens e o azul parece me hipnotizar.
Eu sinto um friozinho lá no fundo e uma vontade de rir das complicações que eu mesma crio em mim, afinal é tão simples, calmo e belo. É tão puro e sincero que consegue plantar em mim um ânimo que me perco em noites de insônia querendo encontrar...
Nunca me preocupei com o que os outro vão pensar, o que vão falar. Sempre vivi pelas minhas teorias, mesmo elas sendo fora do padrão considerado normal dentro de uma sociedade. Isso sempre foi meu aliado, mas ainda sim, existe alguma coisa que me faz voltar. Que me faz pensar no certo e errado que todo mundo diz.
Ainda não sei o que é, mas tem hora certa pra vir e hora certa pra voltar, horas essas em que me sinto fraca, horas essas em que parece que não mando em mim, e algo me domina. Momentos assim deixam marcas e acabam por aumentar a ferida que eu insisto em levar comigo...
Mesmo assim tento ser paciente, espero nos dias, nas pessoas, e em mim a cura para o meu mal. Mas sem me entregar por completo. Volto ao meu mundo, meu pequeno apartamento com cheiro de duvidas e incenso. Me preparo para sobreviver a mais um dia...


Ps: Autoras desconhecidas...Por enquato ;p

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Do proibido


“Até onde vai a crueldade do ser humano?” “O que é capaz de fazer para alimentar o seu ego?” Perguntas desse gênero não tem respostas, mas acredito que seriam bem quantitativas.
Muitas vezes me debruço sobre meus pensamentos e procuro na linha do tempo, nos registros de nossos ancestrais, a explicação para alguns adjetivos hostis que posso dizer que regem o mundo.
A bíblia diz que vieram da maça de uma arvore centralizada e proibida.
A ciência relata ser efeito de angustias reprimidas.
Presumo que proibido e reprimido sejam sinônimos daquilo que não se pode fazer. Sendo assim, me perco em minhas duvidas, será que tudo o que somos hoje, esse ser mesquinho, veio de nossas frustrações e tem sido passada de geração em geração? Será que somos as vitimas da história? Será que não temos esse livre arbítrio? Será até o fim?
Dessa vez, respostas qualitativas...

domingo, 25 de abril de 2010

Feche os olhos apenas para que eu possa escrever...


Durante todas as minhas noites de insônia procuro pensar em coisas que não me deixem lembrar de quando o meu olhar soube o poder do seu.
Esse poder tão estranho e assustador que me faz tremer de frio até mesmo quando nada mais resta a não ser lembranças daquela tarde de folhas secas, e que eu mesmo desarmada pelo seu olhar continuei lutando contra mim mesma para manter os sentidos.
Nunca desejei ver os seu sorriso de piedade que faziam eu me sentir um tolo procurando a felicidade em um poço vazio, mas mesmo assim você insistia em me mostrar sua descartável compaixão.
Talvez o que você nunca saiba é que todas as vezes que fingi morrer foi para não ver de novo os seus olhos brincarem com outro alguém. O que com o passar do tempo acabou virando minha droga particular, o preço do seu veneno.
Acho que não devo terminar o que aqui escrevo, a história não muda, só os personagens...

Ps: Abra os olhos!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Livre pra se perder.


Acho que o mais difícil seria achar-se, mas achar não é um evento tão lembrado quanto perder. Somente perdendo é que se conhece sua utilidade, então perder-se é a melhor forma de dar valor aquilo que você é. Nem sempre vão acreditar em você, te olhar com bom olhos, te ajudar, te amar...E você pensa que tudo esta perdido, e só pensa em tudo. Sinto lhe dizer que você esta perdido, pense em você!

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Meu cigarro


Ligo o carro, mais uma noite a deriva do acaso. A velocidade me impede de distinguir pessoas de postes, mas sei que devo ficar longe dos dois.
Acendo um cigarro, dou duas tragadas e atiro ele pela janela, a fumaça já não faz nada alem de me sufocar. Um grito de pânico ecoa lá de fora. Meu carro não trepida, então a culpada não sou eu. Acelero.
Rádio ligado, essa música entra pelos meus ouvidos como morfina e já não sei se meus olhos estão abertos ou se o que vejo são distúrbios provocados pelo álcool.
Ouço estalos, não vejo mais nada e sinto uma pressão desconfortável sobre meu corpo todo. Estou em transe, meu corpo não obedece nem mesmo aos sinais mais primitivos.
Pareço ficar nesse estado por dias, como se dormisse no fundo do mar e aos poucos a própria correnteza me obrigasse a levantar. Abro os olhos e vejo o céu disforme. Meu carro esta deitado ao meu lado, penso ser difícil virar ele para poder ir para casa. O rádio ainda está ligado, demoro para distinguir o que está soando. Estou incapaz de me mover. Fecho os olhos e relaxo... No rádio: Continua a busca pelo culpado da morte de um morador de rua. O suspeito ateou fogo de dentro de um veiculo e fugiu em alta velocidade...

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Humanos e seus poderes...


Tem lugar melhor para reparar nas atitudes das pessoas do que o metro? É um festival de atitudes estranhas, bonitas, nojentas, insuportáveis... Se a lente da minha câmera pudessem registrar tais coisas, mas como não, terei que usar a minha imaginação e você muito mais a sua para entender os exemplos que vou citar...:
Uma moça encostada na porta do metro quando entra um rapaz de boa aparecia e ela imediatamente meche nos cabelos. O rapaz para na sua frente e o show de flertes começa...Ela conversa com uma amiga e quando sorri dirige o olhar na direção do rapaz, ele com toda pose, não se segura nas barras, mostra que seu jogo de cintura é capaz de permanecer em pé e mantem as mão nos bolsos com o dedo polegar para fora fazendo quase que um triangulo na região púbica, certamente para mostrar ao sexo oposto o tamanho da sua virilidade. A moça desce em uma estação e fica na janela, olhares se cruzam, o trem parte... O rapaz tira as mãos do bolso e coloca na barra superior. Na estação seguinte, outra moça de aparência muito interessante entra no trem, as mãos tomam mais uma vez as suas posições e tudo começa novamente...

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Me leva...


Me leve para algum lugar onde possamos ver infinitamente o céu. Onde haja algumas árvores e nós escolheremos uma, não a mais alta, mas a mais estranha. E sob sua sombra deitaremos na grama fresca e macia.
Me deixa olhar em seus olhos sem dizer nada, até você ficar sem graça e comentar qualquer coisa sobre o tempo, que eu vou concordar mesmo sem ter entendido só pra você deixar eu escutar sua respiração mais uma vez.
Me faça esquecer que o tempo não parou, e que podemos ver o pôr-do-sol quantas vezes quisermos até pegarmos no sono e acordarmos com as estrelas.
Me deixa brincar com o seu corpo enquanto rimos dos nossos medos e fingimos ser normal gostar de alguém assim, tanto quanto gosto de você.
Me diga que nunca mais deixara eu ir embora e que nos dias de tempo ruim, seu corpo será meu abrigo e o meu o seu.
Me faça acreditar que o sol brilha amanha, que nenhuma ventania dura a noite toda e que seu olhar nunca ira desviar do meu...

Meu defeito é o céu...


Gosto de passar horas olhando para o céu. As vezes, por alguns instantes eu tenho a sensação de que fui levada desse espaço e estou flutuando em algum lugar muito azul. É estranho e difícil falar do que se sente, ainda mais se o sentimento não é do conhecimento de todos. Poucas pessoas olham para o céu só para admira-lo. É difícil escutar alguém falando: Nossa que céu lindo! O que sempre escuto é: Olha aquela nuvem preta, acho que vai chover! Sei que esse não é o maior defeito do ser humano, nem chega perto de um. Mas sei que seriamos mais felizes se deixasse-mos o céu nos encantar.
O meu defeito é que não sei apenas olhar e guardar na memória, tenho que registrar e mostrar para todos...Você ja olhou o céu hoje?