
Durante todas as minhas noites de insônia procuro pensar em coisas que não me deixem lembrar de quando o meu olhar soube o poder do seu.
Esse poder tão estranho e assustador que me faz tremer de frio até mesmo quando nada mais resta a não ser lembranças daquela tarde de folhas secas, e que eu mesmo desarmada pelo seu olhar continuei lutando contra mim mesma para manter os sentidos.
Nunca desejei ver os seu sorriso de piedade que faziam eu me sentir um tolo procurando a felicidade em um poço vazio, mas mesmo assim você insistia em me mostrar sua descartável compaixão.
Talvez o que você nunca saiba é que todas as vezes que fingi morrer foi para não ver de novo os seus olhos brincarem com outro alguém. O que com o passar do tempo acabou virando minha droga particular, o preço do seu veneno.
Acho que não devo terminar o que aqui escrevo, a história não muda, só os personagens...
Ps: Abra os olhos!
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